Memories of Displacement: Migration, Identity and Emotion in the era of Transculture

Orgs. | Camila Seixas e Sousa, Fernanda Mota Alves, Gerd Hammer, Inês Robalo, Luísa Afonso Soares, Teresa Cadete
Edição | CEComp | Húmus
Ano | 2022 | Inglês

Sinopse

 

Ao longo dos séculos XX e XXI, as perturbações políticas e económicas, as guerras, as migrações voluntárias ou forçadas, a colonização e a pós-colonialidade vividas por grandes comunidades em todo o mundo suscitaram sentimentos de perda e de deslocação. Perante novos lugares e realidades, as pessoas foram obrigadas a traduzir ou redefinir continuamente a sua identidade cultural e tiveram muitas vezes de lidar com as consequências da violência ideológica e étnica. Mesmo quando as comunidades ou os indivíduos encontraram uma nova pátria noutro lugar, o sentimento de deslocação, estranheza ou inquietação permanece. A expressão artística pode permitir que os sujeitos deslocados superem a perda do lar e da língua no novo contexto e que lidem com as emoções desencadeadas por esse desenraizamento. Pode, de facto, organizar emoções, sentimentos e modos de pensar que são inicialmente distintos dos da cultura de acolhimento. Nos últimos anos, a literatura e as outras artes têm-se concentrado na superação positiva da deslocação e no acolhimento das polinizações cruzadas e das interacções transculturais. O fenómeno da transculturalidade, entendido como a formação de identidades multifacetadas e fluidas resultantes de encontros culturais diversos ou de eventuais desencontros, deve ser tido em conta.